
Nas nossas meninas felicidade é edição. Foi só preciso cortar-lhes um bocadinho de cabelo e os seus rostos brilham com uma nova alegria. Já calculávamos o contentamento por usarem franja mas não estávamos preparados para uma exuberância destas.
Quando no início do Outono passado o disco dos Lacraus foi ouvido a vontade que eles tinham de ser os Clash e o Bruce Springsteen tornou-se óbvia. Estava na cara e na capa. Podem imaginar a alegria do propósito cumprido ao anunciarmos que os Lacraus serão a primeira banda a abrir para o dia do Boss himself, no próximo 3 de Junho no Rock In Rio.
Para que a comemoração seja maior mostram o teledisco do último single, um registo cru e documental do que aconteceu no Hall do São Jorge no final de Fevereiro (a realização é do Ben Lacrau Monteiro). Até agora que o calor aperta, os Lacraus estão “Condenados a Cumprir o Céu”.
Os discípulos aceitam que Jesus seja o seu Mestre na medida em que seja o servo deles. O sermão de Domingo passado, pregado pelo Pr. Tiago Oliveira da Igreja Baptista da Graça, aqui.
1. É um registo de uma noite especial num lugar também especial. Sempre que ia a concertos de amigos no São Jorge saía convencido que as salas são zero a nível de rock’n’roll. Por outro lado, o ambiente do hall e do primeiro andar tem carisma. Por que não sabotar a compostura do sítio para uma hora selvagem? Sem palco, sem distâncias, sem tretas. A Paula Homem da Valentim de Carvalho não desistiu da ideia mesmo quando tudo nos parecia dissuadir de a concretizar. Segundo informações oficiosas o São Jorge nunca mais quer nada com os Lacraus. Missão cumprida.
2. Este é o primeiro teledisco a usar (e manipular) fotografias da Vera Marmelo. Só esta razão já basta para ser um objecto histórico.
3. O defeito deve ser do meu olhar mas acho que há alguma coisa de Western na realização do Ben. Pessoas no meio de sombras a caminhar em direcção à luz. Mas talvez seja do meu olhar.
4. É um teledisco cheio de amigos. E ainda outros tantos não resistiram à montagem.
5. O melhor de um registo ao vivo não se coreografa. Acontece. Não instruímos o público ao mosh nem as câmaras captam o caos com perfeição. Aparece o que se apanhou e o que não se apanhou fica com quem lá esteve.
6. A canção é uma imitação da “Badlands” do Boss.
7. É mais um exemplo que um bom teledisco não precisa de muito dinheiro.
“Falsos Deuses” está publicado pelas Paulinas e pode comprar-se em qualquer livraria. Em Julho deve sair um artigo na Ler sobre o livro. Quem diria que seria uma editora católica a pegar nos calvinistas? Timothy Keller é um desconhecido para os leitores portugueses. Nos Estados Unidos tem sido alcunhado de novo C.S. Lewis pelo modo como fala de Teologia sem espantar os menos convertidos. É Pastor da Igreja Presbiteriana Redeemer em Manhattan e tornou-se talvez a figura mais consensual do movimento reformado que recentemente tem mudado a face religiosa dos Estados Unidos. Os seus livros são êxitos de vendas e contribuem para o debate entre fé e ciência sem a histeria que geralmente contagia os dois lados das trincheiras. Ou seja, por muito pouca ou nenhuma fé que o leitor tenha, em nenhum livro de Timothy Keller se sentirá chamado de idiota (um hábito nas culture wars ianques).

Os pobres podem ser úteis para os ricos se sentirem moralmente melhor exercendo caridade sobre eles, os ricos também podem ser úteis para os pobres se sentirem moralmente superiores, desconfiando deles. A superioridade moral não faz bem a ninguém e despreza a graça. A superioridade moral escolhe a pessoa certa para odiar. A graça pega na pessoa errada para ser amada.
O sermão do Domingo passado aqui.
Ontem foi Dia das Mães. Em SDB não temos a tradição de outras igrejas baptistas que celebram com muitas flores e lágrimas a importância da mãe na nossa educação espiritual. Mas mantemos a convicção de que agradecer a Deus pela mãe que temos é boa parte de amarmos todos melhor. Deus, a mãe, o pai, os nossos filhos. Sou muito grato pela minha mãe Eunice, pessoa de uma fé cristã profunda e serena.

(Source: everydayworkshop)

(Source: whereisthecoool, via handa)
[Para o sermão deste Domingo] Hoje a riqueza é vista frequentemente com suspeita e até mesmo condenação. Não quer dizer que as pessoas que suspeitam ou condenam a riqueza se sintam repugnadas pela perspectiva delas próprias poderem ser ricas (esse é um grau de sinceridade acessível a poucos). Mas num mundo que foi influenciado pela herança de dois mil anos de cristandade, os ricos facilmente simbolizam a perversão do sentido ideal de ter. Não é difícil embarcarmos em generalizações que tratam os mais favorecidos economicamente como malandros. Quem não gosta de ver um Mercedes avariado na berma da estrada?