
Como li há uns tempos não sei onde, ser do skate não vinha de um desejo de apurar uma determinada sensibilidade desportiva. Pelo contrário. Ser do skate era desprezar afirmar-se pessoalmente a partir de uma perícia física. Embora fosse conveniente que quem andasse de skate soubesse andar de skate, ser do skate era rejeitar tirar identidade de uma proeza desportiva.
Trago duas dificuldades com o skate hoje. A primeira, a de ser pouco habilidoso e portanto mais um skater de coração que de acção. A segunda, a de me irritar que o skate se tenha tornado em boa parte uma espécie de amontoado de truques de equilíbrio (ollies com variações múltiplas e termos específicos). Talvez por isso vê-se já uma reacção que corta com o esquema de hamsters pedalando em gaiolas que era tão popular até há pouco. E com isto reconheço que a moda dos longboards e agora das miniboards, alargando o espectro da expressão skater, trazem também uma razoável expressão de ridículo. Mas tudo bem, desde que termine o poderio opressor dos skateparks (um skater real detesta limites) e dos chapitôs do skate (um skater real detesta malabarismos).
Isto tudo para acabar no basketball. Ao contrário do skate, o basketball trouxe-me no princípio dos anos 90 uma pequena medida de adequação desportiva. Não que fosse um grande jogador (coisa que efectivamente nunca fui em qualquer tipo de coisa) mas estava muito longe de ser um mau jogador. Tendo em conta que a tabela que pressionei o meu Pai para me comprar e colocar no pátio das traseiras e que me proporcionava mais de uma hora de exercício diário me ter permitido um lançamento pronto e uma ousadia para ganchos com efeitos surpreendentes juntos dos meus amigos, o meu desempenho no basketball foi o mais próximo que cheguei a de ser bom em desporto. Vinte anos depois ainda sinto a doçura do basket na boca porque os amargos foram poucos. Agora que acabei de ver o documentário sobre a Dream Team que o Sami me aconselhou sinto-me absurdamente inclinado para fazer de duas décadas uma pequena pausa para voltar a mostrar todas as limitadas mas eficazes possibilidades que o Criador colocou neste engenho desportivo do meu corpo. Vou comprar uma bola. Em breve falamos. O tom correcto está próximo deste vídeo que junta os meus actuais heróis teológicos ao campo onde a magia pode sempre acontecer.
T4G 2012 Teaser: The Game from Together for the Gospel (T4G) on Vimeo.